Escrito por Tatiana às 00h58
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Tempo Sem Tempo

José Miguel Wisnik

vê se encontra um tempo
pra me encontrar sem contratempo
por algum tempo
o tempo dá voltas e curvas
o tempo tem revoltas absurdas
ele é e não é ao mesmo tempo
avenida das flores
ea ferida das dores
e só então
se sopetão
entro e me adentro no tempo e no vento
e abarco e embarco no barco de Ísis e Osíris
sou como a flecha do arco do arco-íris
que despedaça as flores mais coloridas em mil fragmentos
que passa e de graça distribui amores de cristais totais sexuais celestiais
das feridas das queridas despedidas
de quem sentiu todos os momentos



Escrito por Tatiana às 12h36
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E CHOVE EM SÃO PAULO...

Analogias...

Fazia tempo que eu não fazia um trajeto de ônibus. Desses completos: sair de casa, andar até o ponto de ônibus e ir com ele até determinado local. Desabou aquele temporal maravilhoso e eu ali... com as barras da minha calça, minhas meias e tênis ensopados. Abri o guarda-chuva que nessas horas serve talvez só pra você não tomar um banho completo. Nunca desejei tanto um temporal como vinha desejando, então estar ali no ponto de ônibus foi uma sensação de glória.

Enquanto a chuva caía e o ônibus não vinha...

Eu, que sempre faço, digo, escolho, palpito...

Porque escolhi esse tipo de postura; porque achei necessário num dado momento da minha vida. E ficou. Certas coisas grudam na gente e fazem parte da sua pele.

Estou num escorregador. Eu gosto de parques de diversões.

Gosto tanto de roda-gigante quanto montanha russa, o caso, é que não sei se no final do escorrega vou me arrebentar num cimento ou vou cair de bunda numa grama fofinha, sair rindo e dando volta pra escorregar de novo. Eu desejo a segunda opção, claro. E hoje encontrei um caminho... surgiu junto de duas pessoas novas na minha vida. Porque o momento é ótimo.  Tem gente escorregando comigo. Pessoas interessantes. Estou feliz. Mas estou absolutamente sozinha.



Escrito por Tatiana às 20h36
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A Alma Boa de Setsuan

Chen Tê:

"Como posso ser boa se tenho de pagar o aluguel?"

"Eu nunca tinha visto a cidade amanhecer. A esta hora, eu estava deitada com medo."

"Eu conheço alguém que vai voar só porque perdeu as esperanças."

"Tem de haver uma saída. Tem de haver."

BRECHT



Escrito por Tatiana às 12h42
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Mergulho fundo no que faço;

Mergulho e nado à frente e contra a corrente,

Se for necessário;

Mesmo assim, continuo a nadar.

Tenho rumo e um lar pra habitar. 



Escrito por Tatiana às 21h12
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É possível.

 

É realmente possível.



Escrito por Tatiana às 02h19
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Resultado:

- Quatro cigarros

- Dois Chopp

- Quatro mini pastéis; que não eram tão minis assim.

Pra quem evita açúcar, óleo e vícios gerais isso é uma paulada.



Escrito por Tatiana às 02h01
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DERCY GONÇALVES

Eu admiro demais quem sabe viver. Admiro as pessoas corajosas, que vivem como querem, que falam o que pensam e que lutam pelo que acreditam. 

Falar o que se pensa nem é tão complicado, o lance é arcar com as consequências disso.

No caso da Dercy, a admiração é pela liberdade que ela conseguiu estabelecer em falar o que pensava, pra quem queria e onde quer que estivesse. Conquistar essa liberdade de expressão não é pra qualquer um.

Como dizia a Derçy se alguém fosse incoveniente: "vai tomar no cú"; "porra, não enche o saco"; vai pra puta que pariu".

Era a única pessoa que lançava essas respostas e a turma toda se rachava de rir, mas levava à sério, porque era sério!!!

Vi uma entrevista da filha dela que disse o seguinte: "Minha mãe dizia que nós seríamos felizes nem que fosse na base da porrada."

Acho que ela viveu mais de 100 anos porque escolheu ser feliz.

A gente pode escolher ser feliz, pode escolher ser o melhor que dá pra ser e ser aprendiz sobre a vida pro resto da vida.

A gente aprende a ser feliz e ela tinha razão, muitas vezes se aprende depois de uma bela porrada.

Uma vida bem vivida.

 



Escrito por Tatiana às 01h14
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Natal de 2004: eu, minha prima Silmara, o Júnior, meu pai e meu tio Ciro.

Eu nasci em 1982.

Minha mãe se chama Maria Luiza e escolheu a data – 11/11.

Meu pai se chamava Antonio Claudio e escolheu meu nome – Tatiana.

Meu pai teve dois irmãos – João Ciro e João Bosco. Eles são gêmeos; meu pai era o mais velho.

Tive meu pai ao meu lado até meus 22 anos.

E hoje, com 25 anos, me despeço do meu tio – João Ciro.

 

Meu pai era físico.

Meu tio; economista.

Os dois sempre estavam juntos; eu e minha prima Silmara sempre estávamos juntas e continuamos.

Meu pai ia diversas tardes na casa do tio pra tomar um “capecinho”, como ele dizia.

 

Quando meu pai partiu, eu e minha prima sabíamos o quanto doía no tio Ciro a ausência do seu irmão – Antonio.

 

Eu era criança e tive um pai que lia histórias em quadrinhos da Turma da Mônica pra eu dormir e fazia vozes diferentes pros personagens, inclusive fazendo os sotaques e erros de português. Era muito divertido.

 

Eu era criança e meu pai me levava no Clube Juventus e entrava e saía da piscina comigo de 15 em 15 minutos.

 

Eu era criança e meu pai entrava na roda gigante em formato de ovo que dava giro de 360º só pra me agradar. E muitas vezes pagou o mico de entrar comigo no elefantinho gira-gira que tinha uma buzininha porque eu queria ir no brinquedo, mas não sozinha; então, lá estava ele se espremendo em seus 1,82m de altura pra caber no elefantinho. Era muito divertido; ele fazia uma cara de vergonha na hora, mas depois que descíamos do brinquedo, era só algodão doce, pipoca, outros brinquedos e jogos de barraca pra ganhar coisinhas. E ele é que jogava pra mim, claro.

 

Sou uma moça de sorte. Só tive meu pai até os 22 anos, mas foi um grande pai.

 

Minha prima teve a mesma sorte que eu.

Meu tio Ciro era o máximo.

 

Viajamos muito pra Ibirá, Guarujá, tomamos muito sorvete e pizza e ele era nosso grande comparsa na adolescência pra entrarmos nas festas. Ele ajudava a “confeccionar” nossos RGs e ia nos buscar madrugadas e sábados adentro e geralmente todos comíamos um baita cachorro-quente na saída da danceteria.

 

Sempre que me perguntam quem eu sou e o que eu vivi eu falo do meu pai, do meu tio Ciro e da minha prima Silmara. Os dois são os responsáveis pelos nossos lados mimados.

 

O tio Ciro, depois do meu pai, era o grande referencial de homem na família que fazia parte da minha história e que sempre vi em seu olhar e nas suas atitudes o ser humano generoso que ele era.

 

Vou estrear uma peça em outubro, um dia depois do que seria o aniversário do meu pai. Essa peça já é dedicada pra eles. Eu não seria quem eu sou se o Antonio Cláudio não tivesse sido meu pai e se o João Ciro não tivesse sido meu tio. Sou feliz por isso.

 

Espero que eles se encontrem onde quer que estejam como nos tempos do “capecinho” e dos Natais engraçados que passávamos todos juntos.

 

Eu sigo por aqui; tenho minha mãe que é minha grande parceira e outras pessoas que amo.

 

Tudo isso só pra dizer o quanto minha saudade é imensa e inesgotável por esses dois. Bons tempos.

 

Que venham novos bons tempos. E que sempre, de alguma forma, possamos estar juntos.

 

“Todo meu amor e carinho pra você pai; e pra você tio.

Que vocês estejam em paz.” 



Escrito por Tatiana às 02h12
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RINDO PRA NÃO CHORAR

 

“Não adianta bateRRRR....

Eu não deixo você entraRRR...”

 

Seis dias.

 

Sem celular.

Sem Internet.

Sem e-mails.

Sem orkut.

Sem blog.

 

Garanti meu lugar na espaçonave e tô indo pra Marte ver se “a coisa” tá melhor por lá.

 

A partir do dia 08/07....

 

“Você pode bateRRR....

Que eu deixo você entraRRR....”

 

Daí de volta ao mundo real.

 

Celular ligado.

Internet, e-mails, orkut, blog.

 

E agora.... FUI!!!!!!!!!!

 

PS: Fer, o título deste post é pra você. Que "pesca" (quase) todas as minhas entrelinhas. Danado! Te vejo em Rio Preto.



Escrito por Tatiana às 21h43
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Do Blog da Fernanda D`umbra...aderindo...



Escrito por Tatiana às 17h07
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VÍCIOBLOG e outras coisinhas...

Bem que me avisaram. Estou desde 02/06 sem postar nada e não passa um dia sem que eu pense nisso.

Muita correria. Coisas muito legais aconteceram nesse período que não escrevi nada, coisas especiais e importantes estão acontecendo na minha vida.

Como tudo não é felicidade; duas coisas tristes aconteceram. Uma delas em especial me entristece demais. Mas há esperança; há vida e há amor ainda. Sempre.



Escrito por Tatiana às 14h27
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Dia Feliz

Minha mãe saiu do hospital!

Está em casa! Está em casa! Está em casa!



Escrito por Tatiana às 21h24
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A PARADA

Tirei essa foto na Caio Prado, às 15:30h.

Não fui à Paulista; eu e o Sé demos uma andada pela Consolação já que a Parada estava praticamente em frente à nossa porta.

Valeu!!!!! E viva todo mundo: G - L - B - T!!!!!!!



Escrito por Tatiana às 23h51
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Não Sobre o Amor

Alya: "Você precisa ter um coração mais leve, senão você vai fracassar no amor."

Ariêta Correa e Leonardo Medeiros arrasando em cena! No CCBB até 24/05!



Escrito por Tatiana às 21h02
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